Pároco Fundador e São Nazário

bv_zefirino_agostini.jpgPároco Fundador

“Tenho sede”. É o grito de Jesus na Cruz; a sua, é sede de salvação de todos aqueles que não o conhecem.
Posso eu aliviar um pouco a tua sede? Com a tua graça faça que a tua sede se torne a minha”. (Z.A. Scr. Quaresma, p. 61)

Desde 1845, Pe. Agostini dedica-se inteiramente à vasta e pobre paróquia dos santos Nazário e Celso, onde nasceu e viveu (1813 – 1896). A ânsia de extinguir a sede de Jesus sustenta toda a sua solicitude pastoral, para que nenhum dos seus filhos se perca. Enriquece o seu cotidiano não com grandes gestos, mas com simples atos de amor.

Esquecido de si, no serviço a todos, sabe ser sinal de encontro entre Deus e o homem. Pároco zeloso vive em plenitude a sua missão: anuncia a Palavra, comunica a vida de Deus através dos Sacramentos, mostra o ideal de vida e de fé de um cristão. Ele deseja que todos, mas, sobretudo os animadores da sua Paróquia, sejam “acesos de fervoroso zelo em promover, sustentar e defender os maiores interesses de Jesus Cristo na obra da sua amorosíssima redenção”. (Positio, p. 207)

E deseja a presença da mulher que se sente verdadeiramente cristã, para ajuda-lo em tantas coisas que algumas vezes sozinho não consegue realizar.

Dom e Graça...

A salvação, que nos foi oferecida, não é um dom para guardar escondido. É como a luz do sol que pela sua natureza rompe as trevas; é como a água de uma límpida fonte que jorra abundantemente do coração da rocha. “Deus amou tanto o mundo que nos deu o seu Filho unigênito” (Jo 13,16). Jesus, enviado do Pai comunica a todos os crentes a plenitude da vida. O seu Evangelho deve tornar-se “comunicação” e missão. A vocação missionária põe em causa todo cristão e torna-se a essência do testemunho de fé concreta e vital (J.P. II Mensagem para a JMJ 2000).

_Veja o vídeo sobre a história do Bv. Zefirino Agostini_

 

São Nazário: o campo de Deus confiado a ele

No meu coração arde um grande desejo pelo bem de vocês”. (Positio, p.167)

Sua característica é o cuidado atencioso de bom pastor para com o seu povo, o campo de Deus que lhe foi confiado. O amor de Jesus o impele entre a sua gente, ao longo das estradas da sua vizinhança. Pai solícito entra nas casas, sofre os problemas de tantas famílias, conhece a pobreza escondida, aquela que penetra no íntimo e aquela evidente e miserável, aquela causada pelas situações tristes e de guerra. Inclina-se sobre o sofrimento do seu povo.

No dom generoso de si para com todos, vive a fé operosa na caridade e busca e usa todas as estruturas e os meios disponíveis. “Jesus levou sobre si as nossas iniquidades, se aniquilou a si mesmo por nós; e nós para aproximar-nos a Ele, como não partilhar o dom da nossa vida com os outros? Eis aqui a caridade operosa e solícita que consola e restabelece”.(Z.A. p. 529)

Fazer-se próximo

Novas pobrezas percorrem as estradas do mundo e nos interpelam, nos tantos rostos dos irmãos que caminham ao nosso lado: se pode passar ao longo... ou fazer-se próximo. As Ursulinas, como o Bv. Zefirino, querem ser expressão da bondade, atenção, ternura de Deus para os próprios irmãos. Querem sê-lo com a valorização da mulher, com a riqueza das suas potencialidades, com a sua capacidade de inserir-se nos mais variados setores, trabalhos, funções..., da sociedade atual.

Pensamento do dia:

Deus jamais dá seus dons por acaso.

(Bv. Pe. Zefirino Agostini)